Não foi desenhada por um software — foi esculpida pela mão de alguém que nunca soube que estaria ali meio milénio depois. É a janela por cima da porta principal. Deixa entrar luz onde há sombra.
A janela pequena do convento tem quase 500 anos. É irregular na sua profundidade, assimétrica por dentro, humana na sua imperfeição. Não foi desenhada por um software — foi esculpida pela mão de alguém que nunca soube que estaria ali perto de meio milénio depois.
O frame do logótipo é a representação da estrutura. De uma comunidade. De uma cultura. De quase 500 anos de história que não desaparecem quando retiramos os objectos religiosos. A monumentalidade está na pedra, não nos ornamentos.
Da estrutura à vida que cresce dela. Cada traço é desenhado à mão — irregular, imperfeito, humano. Não ícones de software. Traços com autoria.
Uma entrada não de pessoas, mas de luz. A janela pequena do convento, irregular e assimétrica, foi esculpida por mãos humanas que nunca souberam que estaria ali meio milénio depois. E a luz que entra por ela é o que torna tudo o resto possível.
A raiz do Algarve. A árvore que dá o azeite, a sombra, o tempo. Símbolo de uma terra que cultiva devagar — e de uma marca que cresce com a mesma paciência orgânica, imperfeita, real.